Para quem não sabe, todos os domingos pela manhã, uma galera se encontra no posto Ipiranga em frente a Igreja São José, na Assis Brasil, em Porto Alegre e pedala cerca de 40 km pela R$ 020 até o Caldo de Cana, em Morungava, que fica no final da última subida sentido Taquara. O trajeto duro é uma forma de testar seu preparo e seus nervos, uma vez que é comum o pelotão fazer mais de 36 km/h de média! O treino termina por volta de 11 horas, com cerca de 80 km e uma rodada de refrigerante para esfriar os ânimos da turma, que em dias movimentados, pode ultrapassar o número de 50 participantes!

Mas para quem não quer tanta adrenalina, nós recriamos o trajeto, misturando o tradicional percurso com um pouco de estrada de chão batido, que nos levou a Lomba Grande, que pode ser definida como uma das mais belas paisagens rurais da Região Metropolitana. E se você acha que é um passeio sobrenatural, nada de sustos, pois um ciclista iniciante que tenha um pouco de preparo pode encarar esse roteiro numa boa!


O idealizador da façanha foi nosso amigo Archimedes, que conhece muitos roteiros de estrada de chão, e organizou a aventura, que contou com a participação de seis amigos, incluindo eu e meu colega de Rodociclo Alan Deivid. Ele pesquisou o percurso no Google e nos convidou a desbravar esse roteiro, até então inédito para todos, inclusive para ele!
Saímos por volta de 15 horas da Assis Brasil com Sertório, sentido Cachoeirinha, subimos a RS 020 até o Caldo de Cana, onde paramos para uma hidratação bem natural, à base do famoso caldo e bergamotas. De lá, voltamos alguns quilômetros até o pé da subida para acessarmos uma estrada de chão à direita de quem desce, em frente a uma pedreira. Com algumas subidas, o trecho previa cerca de de 7 km de muita poeira. O trajeto não é nada radical, a estrada apenas tem muita areia, o que obriga a usar pneus mais largos. Existe um certo movimento de carros também, mas nada que seja incômodo, mas recomenda-se atenção, pois é uma estrada um pouco estreita.

A noite nos pegou nessa estrada, onde mais adiante, encontraríamos uma bifurcação, que deve ser seguida à direita. Logo adiante começa o asfalto. Neste ponto já era noite, então juntamos os faróis e sinalizadores que possuíamos, para encarar a sequência de descidas que nos levaria ao centro de Lomba Grande. Algumas subidas nos esperavam no caminho, mas nada que a galera não pudesse encarar na boa. A diversão foi grande, sem contar a sensação de sentir a brisa da noite enquanto a bike acelerava fácil ladeira abaixo!
Agradecimento especial ao nosso amigo Archimedes, que organizou o passeio, escolheu o roteiro, acompanhou e esperou todos, mantendo o grupo sempre unido. O roteiro segue nas imagens abaixo, que obtivemos do Strava do Archimedes. E para quem não sabe o que é o Strava, basta ler nossa penúltima matéria. Aqui estamos nós colocando ele à prova na prática, mostrando como é útil essa nova ferramenta. E não é por nada que o Archimedes volta e meia sumia na nossa frente e depois nos esperava. Ele estava em busca de algum segmento...
Depois de passar por Lomba Grande, paramos para mais um suco e nos dirigimos ao centro de São Leopoldo. São mais 7 km, até o Trensurb, que nos trouxe com segurança a Porto Alegre, considerando que não seria coerente pedalar na BR 116 á noite com o intenso trânsito de retorno do final de semana.
Nossos cordiais agradecimentos aos leitores, para os quais fica aqui nossa dica de roteiro para o final de semana. Foram cerca de 80 km de muita diversão, misturando bom asfalto, muitas subidas e descidas e uma pitadinha de estrada de chão, percorrendo as belas paisagens de Lomba Grande!
Equipe Rodociclo
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